Max Perlingeiro

Diretor

 

Editor e empresário no setor cultural, criador da primeira editora especializada em livros sobre arte brasileira no país – Edições Pinakotheke. Integra o Conselho do Paço das Artes, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Instituto Lina e Pietro Maria Bard, organizou exposições de arte no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza, Londres, Lisboa e Buenos Aires. A partir de 1980 cria a editora especializada em livros sobre arte brasileira, Edições Pinakotheke rebendo diversos prêmios. As publicações infantis, recebem a chancela de altamente recomendável. Atualmente faz parte do conselho do Paço das Artes e Museu da Imagem e do Som em São Paulo. É voluntário no programa “Amigos da Escola” (Rede Globo), capacitando professores da rede pública de ensino no Rio de Janeiro e São Paulo.

Tem participado de debates e conferências sobre editoração (Bienal do Livro, em São Paulo), direitos autorais (ECAD) e especialmente sobre seguro de obras de arte (Instituto de Resseguros do Brasil), area na qual têm prestado consultoria a seguradoras e museus oficiais. Hoje, dedica-se com exclusividade à gestão das empresas Pinakotheke Rio de Janeiro, Pinakotheke São Paulo e Multiarte em Fortaleza. É especialista na administração de relevantes coleções particulares no Brasil.

 

 

Arte como investimento

Para comprar um produto, seja qual ele for, é preciso confiança no vendedor. E informação – nas artes inclusive. Max Perlingeiro, marchand entrevistado por este V&A Cultura, frisou e reafirmou a importância da confiança. No mercado cearense desde 1987, quando abriu a Multiarte, Max acompanha os detentores de grandes coleções, bem como aconselha novos compradores em suas incursões por esse mundo. Segredos? Não existem tantos.

“Arte, hoje, é vista como uma commodity. Te dá dividendos visuais. Ao invés de comprar uma ação, que você não vê, compra um Portinari, que você coloca na sala”, disse, na tarde da última terça-feira, por telefone, do Rio de Janeiro. De lá ele mantém a Pinakotheke, central de braços estendidos até São Paulo e aqui, Fortaleza, representada pela Multiarte. Trabalhando com artistas já falecidos, como explicou, Max organizou acervos volumosos e importantes, como o de Roberto Marinho e presta consultoria para lugares como a Galeria da Unifor. Leia a seguir os principais trechos da conversa. (Júlia Lopes)