Tres-Escultores-Brasileiro1Seguindo a sua tradição de apresentar importantes exposlções de esculturas, como Gloria Pecego e Clara van de Water em 1991, Bruno Giorgi em 1993, Edgar Duvivier em 1997 e, em 2002, a antológica exposição Esculturas, com obras de Victor Brecheret, Bruno Giorgi, Oscar Niemeyer, Franz Weissmann, Amilcar de Castro, Frans Krajcberg, Sérvulo Esmeraldo e Sérgio Camargo, é com grande entusiasmo que a Multiarte inicia a temporada de 2005 com a mostra Três Escultores Brasileiros – Mário Agostinelli (1915-2000), Francisco Stockinger (1919), e Domenico Calabrone (1928-2000).

 

A coleção apresentada pertenceu ao acervo do Museu Manchete no Rio de Janeiro, situado na praia do Russel, e será exibida pela primeira vez, após um ano de trabalho de conservaçao. O Museu Manchete reuniu, durante décadas, O melhor da arte brasileira em pinturas e esculturas – foi um sonho realizado do empresário Adolpho Bloch, que a partir da década de 1960 visitava pessoalmente os ateliês e selecionava as obras do seu acervo.

 

Sobre Agostinelli comentou o escritor Rubem Braga: “Na China ou no México, em um canal de Veneza, ou no alto do morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, Agostinelli é sempre um artista extraordinariamente rico de técnica e brilho a serviço de um homem sensível, interessado na vida do povo pobre e de suas crianças, essas crianças que são as mesmas em todas as latitudes e longitudes do mundo”.

 

Blanca Brides, no catálogo da exposição itinerante de Xico Stockinger, realizada em 1999, escreveu: “Para Francisco Stockinger a arte sempre foi uma possibilidade de pensar o Homem. Tal possibilidade encontra-se formalizada em suas obras, seja através da contundência critica, seja através da materialização da sensibilidade”.

 

Nas palavras de Danilo Santos de Miranda,”Domenico Calabrone faz parte daquela linhagem de artistas italianos que, tendo adotado o Brasil como terra de esperanqa, acabaram, na verdade, por enriquecer o patrimônio da cultura nacional. (…) É um refinado escultor e sensível ceramista (…) faz evoluir as estéticas baseadas na limpidez da forma e no vigor da modulação espacial, criando, sobretudo, volumes nos quais convivem, a forqa, O quilibrio, a serenidade”.

Capa do catálogo da exposição

Três Escultores Brasileiros

Catálogo Virtual

Três Escultores Brasileiros