Goncalo-IvoA realização da exposição Gonçalo Ivo, em Fortaleza, é a última etapa de um ambicioso projeto elaborado pela Pinakotheke Cultural para o artista, em 2008 e 2009. Este projeto compreendeu a exposição A cor-espaço, apresentada na Pinacoteca do Estado, em São Paulo e, em seguida, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e a edição de livro de autoria de Fernando Cocchiarale com entrevista de Luciano Figueiredo.

Sendo esta a primeira exposição do artista no Nordeste, ampliamos um pouco mais a seleção das obras apresentadas: um pequeno núcleo de pinturas da série Árvores − objeto de um livro editado em 2000 −, e obras recentes, a maioria, inéditas, tendo a pintura: aquarelas, têmperas e óleos como forma de expressão e os suportes tela e papel e ainda, as suas extraordinárias pinturas tridimensionais.

 

Com uma trajetória consolidada, Gonçalo Ivo mantém ateliê no Brasil e na França, onde reside há quase 10 anos. Desenvolvendo um trabalho sempre em busca de novas formas, a sua obra está em constante mutação. Sua última produção de obras monumentais no que diz respeito à beleza e ao formato impressionou o público e a crítica nas mostras de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A propósito desta exposição, o professor Jorge Coli comentou em artigo publicado no jornal a Folha de S. Paulo: “Outra exposição na Pinacoteca, tão notável quanto as precedentes [Tarsila do Amaral na Pinacoteca e Lasar Segall na FIESP] reúne as obras de Gonçalo Ivo. Trata-se de telas com faixas horizontais e esculturas feitas em tocos pintados. A geometria está presente, mas uma certa materialidade sutil e irregular contamina as cores e as formas”.

 

Na opinião de Fernando Cocchiarale “O pensamento plástico de Gonçalo Ivo nasce da ação cromática e do domínio do fazer pela repetição. Ainda que possa ser remetido à ideia iluminista de autonomia da arte (século XVIII), consolidada posteriormente na arte moderna, ele só pode ser apreendido em seus resultados sensíveis: a grande escala das telas, a hibridização de referências visuais da pintura ocidental recente com repertórios de culturas tradicionais diversas, mas, sobretudo, o extravasamento da pintura para outros suportes (como as toras de madeira), são possibilidades contemporâneas”.

 

A magnífica convivência com o artista e o seu curador Fernando Cocchiarale, em inúmeras e prazerosas reuniões de ateliê, possibilitou, sem sombra de dúvida, atingir todos os nossos objetivos. Foi uma honra trabalhar com estes grandes profissionais e apresentar na Multiarte uma das nossas mais importantes exposições.

Espaço Expositivo

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Gonçalo Ivo