Claudio-Tozzi

A MULTIARTE APRESENTA O ARTISTA PAULISTANO CLÁUDIO TOZZI, em continuidade à série de exposições de arte contemporânea programada a partir de 2007, iniciada com a mostra Rubens Gerchman. Tozzi e Gerchman tiveram uma trajetória semelhante. Conseguiram vencer os “tempos difíceis” da década de 1960 apropriando-se das imagens do cotidiano para expressar nos seus trabalhos a realidade da época. Ambos foram pioneiros no ensino da arte como forma de expressão e muito bem sucedidos.

 

Tozzi foi um dos precursores da arte pop no Brasil. Sua obra é reconhecida no Brasil e no exterior e faz parte das maiores coleções públicas e privadas. Iniciou a sua carreira em 1963 e participou, ainda neste mesmo ano, do XI Salão de Arte Moderna. Extraindo do cotidiano a sua fonte de inspiracão teve participacão ativa
em todos os movimentos artísticos desta época. Fato curioso – O seu famoso painel”Guevara Vivo ou Morto”, apresentado no IV Salão de Arte Contemporânea de Brasília, em 1967-, foi parcialmente destruido; neste ano participou pela primeira vez da Bienai de São Paulo. Nos anos seguintes segue participando de
todas as mostras significativas no Brasil e no exterior, incluindo a Bienai de Veneza. Fez intervenqões urbanas, cabendo destacar o painel na estacão Sé do metrô paulista, no projeto Arte Urbana, o painel para o viaduto Tutóia na avenida 23 de Maio; O painel do edificio Spazio 2222 e o painel do Fórum Trabalhista Rui Barbosa,
todos na cidade de São Paulo. Em 1989 foram publicados dois livros retrospectivos de sua obra: Obra em construção – 25 anos de trabalho de Cláudio Tozzi, de Fábio Magalhães, e Cláudio Tozzi – O universo construido da imagem, de Jacob Klintowitz. Em 1991 teve sala individual na XXI Bienai de São Paulo.

 

Na mostra realizada no MAM-Rio, em 1993, O crítico Marcus Lontra, comentou:”Cláudio Tozzi, sem dúvida é um dos mais importantes artistas de sua geraqão. Seu extremo requinte gráfico, sua definitiva participação na construção de um universo pop brasileiro, suas paisagens tropicalistas, suas construções de intenso vibratismo cromático, suas formas ironicamente orgânicas, sintetizam o percurso de toda uma geraqão de artistas”.

Espaço Expositivo

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Caderno3 | Diário do Nordeste

Claudio-Tozzi_o_povoImagem em ruptura

Exposição de Claudio Tozzi, na Galeria Multiarte, reúne pinturas e objetos que dão uma panorâmica dos 45 anos de carreira do artista plástico

O ano de 1968 também sacudiu o mundo das artes, promoveu uma ruptura, uma renovação da pintura, o surgimento de outras linguagens. Naquele ano, uma nova geração de artistas começou a ganhar destaque e a promover uma transformação nas artes brasileiras. Entre eles, Hélio Oiticica, Antônio Dias, Rubens Gerchman, Vergara e Claudio Tozzi. Um grupo que faria um trabalho quase coletivo.

Na exposição “Claudio Tozzi (1945) – pinturas e objetos”, com abertura hoje, às 20 horas, na Galeria Multiarte, todos têm a oportunidade de fazer um passeio panorâmico pela produção artística de um dos mais importantes nomes da arte contemporânea nacional. Claudio Tozzi, um dos envolvidos naquele processo de ruptura iniciado há 40 anos, é um dos precussores da pop-art no país.

CATÁLOGO VIRTUAL

Claudio Tozzi