arte_contemporanea_br_110pxDando continuidade às comemorações dos seus vinte e cinco anos de atividade profissional a Galeria Multiarte apresenta a exposição: “Arte Contemporânea Brasileira – Dos anos 1950 aos dias atuais”.

A coleção está representada pelos maiores expoentes da arte contemporânea brasileira com obras relevantes dos artistas: Do Grupo Frente – Neoconcretos: Amílcar de Castro (1920-2002), Decio Vieira (1922-1988), Ivan Serpa (1923-1973), Franz Weissmann (1911-2005), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark (1920-1988) e Lygia Pape (1927-2004). Os paulistas: Neoconcretos: Hércules Barsotti (1914-2010) e Willys de Castro e Concretos: Lothar Charoux (1912-1987) e Judith Lauand (1922). Os artistas geométricos não vinculados a grupos: Mira Schendel (1919-1988) e Sergio Camargo (1930-1990). Segunda geração construtiva: Antonio Dias (1944) e Luciano Figueiredo (1948). Complementando, serão apresentadas obras de Adriana Varejão (1964), Beatriz Milhazes (1960), Cildo Meireles (1948), Ernesto Neto, Ione Saldanha (1919-2001), Jaildo Marinho (1970), Marçal Athayde (1962), Sérvulo Esmeraldo (1929) e Waltercio Caldas (1946), e dos fotógrafos: Miguel Rio Branco (1946), Rosangela Rennó (1962) e Vik Muniz (1961).   As discussões e estudos sobre a arte contemporânea brasileira têm início na década de 1950. Mario Pedrosa (1900-1981), crítico de arte, jornalista e professor foi o grande responsável por esta contemporaneidade no Brasil, a partir das bienais de São Paulo. A grande dimensão do seu pensamento crítico tem sido fonte de estudo para os maiores críticos e estudiosos da arte brasileira.   Para representar o conceito desta exposição ninguém melhor do que Pedrosa, no artigo publicado por ocasião da Bienal da Bahia ou Primeira Bienal de Artes Plásticas, em dezembro de 1966: “É axiomático que toda arte, para ser viva, tem de corresponder a seu tempo, ser contemporânea. Mas no conceito de contemporaneidade está o busílis. Todo tempo responde a seu espaço histórico, seja em proteção para o passado, seja em perspectiva para o futuro. Já tive ocasião de apresentar como o único salão coletivo de perfeita contemporaneidade, o Salão do Automóvel. O anual de Paris, por exemplo. Nele a contemporaneidade coincide em todos os produtos, numa aproximação de ano, senão de meses. A causa dessa exata contemporaneidade é clara: o salão é dirigido diretamente ao mercado consumidor. A produção artística não pode, ou não poderá nunca, talvez (afirmação arriscada de fundo romântico), competir nesse plano com o automóvel ou outro qualquer objeto de uso de massa da importância daquele… um avião portátil, quem sabe?   A Bienal da Bahia, ou como a denominam seus idealizadores, e com justeza, Primeira Bienal Nacional de Artes Plásticas, me reavivou a reflexão sobre aquele conceito. Com efeito, as grandes manifestações coletivas de arte raro são contemporâneas, rigorosamente. Não vai na reflexão a menor restrição ao conteúdo e ao valor intrínseco daquele certame. Constatamos ali, ao contrário, um fato de extremo interesse, interesse artístico, estético, antropológico e mesmo sociológico. Nesse sentido as salas especiais no Convento do Carmo ofereceram um quadro quase perfeito da relação do conceito, quanto ao espaço histórico, ou dos diferentes níveis de contemporaneidade ali representados. Essa diferença de níveis apresentou-se com particular vigor entre alguns eminentes artistas do Norte e outros não menos eminentes do Sul. Houve, mesmo, confronto de atitudes e de estéticas. Aquelas mais importantes do que estas. Veja-se, digamos, o contraste entre a sala de um Brennand [Francisco] e a sala de Clark [Lygia].   Ambos são brasileiros de muitas gerações. Um é mineiro; o outro pernambucano. Mas, enquanto um é, segundo seu apresentador no catálogo, o criador do Auto da Compadecida, Ariano Suassuna, mais do que pernambucanos, já simplesmente da Zona da Mata de seu Estado, a outra, apresentada por outro poeta e crítico, desta vez, inglês, Guy Brett, não se assinalaria por ser de Minas, ou simplesmente do (sic) Belo Horizonte, mas pelo fato de “representar um passo adiante… numa das tendências mais vitais da arte moderna”, que é a “aspiração de fazer com que o espectador lide com coisas reais e concretas, em vez de contemplar a aparência das coisas” Brett enaltece o poder da obra de Clark, de convidar o espectador ao ato, arrancando-o de um contemplar passivo.  

Espaço Expositivo

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Publicado em 31 de mai de 2013

Fonte: Bom Dia Ceará – TV Verdes Mares